17/05/2011 - Resposta da CASSI ao Terceiro Manifesto de Balneário Camboriu
Peço-lhes fazer esta mensagem-resposta aos Senhores:
Nereu João Lagos
Presidente da Associação dos Funcionários Aposentados e Pensionistas do Banco do Brasil no Estado do Paraná – AFABB-PR
Cláudio Nunes Lahorgue
Presidente da Associação dos Funcionários Aposentados e Pensionistas do Banco do Brasil do Rio Grande do Sul – AFABB-RS
Genésio Vegini
Presidente da Associação dos Funcionários Aposentados e Pensionistas do Banco do Brasil de Santa Catarina – AFABB-SC
Emerson Dalton Matras
Presidente e.e. da Associação dos Funcionários Aposentados do Banco do Brasil de Itapema e Região - AFABBI
Ari Silveira dos Santos
Presidente da Associação dos Funcionários Aposentados e Pensionistas do Banco do Brasil de Joinville e Região – AFABBJ
Ref. “Terceiro Manifesto de Balneário Camboriú”
Prezados Senhores,
O debate é sempre uma oportunidade de estreitar laços e permitir que possamos compartilhar informações sobre os rumos da CASSI. Percebo essa intenção no conjunto de propostas do “Terceiro Manifesto de Balneário Camboriú”, assinado pelos senhores no último dia 16 de abril.
A respeito do que me foi encaminhado no referido Manifesto, presto os seguintes esclarecimentos, ponto a ponto, para que possamos melhor entender as estratégias e compromissos da CASSI:
Item 1- Dar maior celeridade nos exames de processos de ressarcimento de despesas em regime de livre escolha
Já foi criado um Grupo de Trabalho para aperfeiçoar o processo de reembolso referente à utilização de serviços médicos e hospitalares fora da rede credenciada da CASSI. Em 60 dias espero ver simplificado todo o processo desse tipo de ressarcimento, desde os documentos exigidos do participante até os procedimentos internos para validar e fazer o crédito.
Apesar de atualmente a relação de eventos sujeitos a reembolso ser extensa, tornando-se um importante benefício para o participante, avalio que a variedade de documentos a serem apresentados pelo beneficiário dificulta o exercício desse direito, sendo que, para cada tipo de procedimento em saúde, muda consideravelmente a relação de papéis exigidos.
Item 2 – Melhorar o fluxo de comunicação e informação entre a Instituição, associados, credenciados e conveniados, inclusive nos casos de divergências e glosas nas prestações de contas
Com o aprimoramento de processo descrito no item anterior, além de outras providências em curso, desde o início do corrente ano, sobre o relacionamento com prestadores de serviços médico-hospitalares, haverá sensível diminuição nas glosas em geral.
Quando todas as melhorias forem implantadas, a CASSI utilizará os veículos de comunicação com os participantes e conveniados para comunicar as alterações.
Item 3 – Reativar a CliniCASSI de Chapecó-SC por ser a cidade pólo de uma região extremamente carente de credenciamentos e convênios na área de atendimento médico/hospitalar
A instalação das CliniCASSI obedece a critérios técnicos que consideram a assistência à saúde de qualidade, a distribuição dos participantes por todo o País e a capacidade financeira da Instituição.
A partir desses parâmetros, foi definido que, para criação de qualquer CliniCASSI, faz-se necessária a existência de pelo menos 1,2 mil participantes, sendo ao menos 800 deles integrantes do Plano de Associados, no município/região em que se pretenda implantar uma dessas dependências.
Atualmente, Chapecó(SC) ainda não conta com essa densidade populacional de beneficiários, pois possui 823 participantes, considerando o Plano de Associados e o CASSI Família.
Item 4 – Incrementar a implantação dos agentes facilitadores para ampliar os credenciamentos, em especial no interior dos Estados e sugerir ao Banco do Brasil que inclua a CASSI como reciprocidade na oferta de produtos e serviços aos clientes do setor de saúde
Os agentes facilitadores têm sido parceiros valiosos para a CASSI, principalmente no apoio ao credenciamento de prestadores de serviços. Essas pessoas levam adiante o espírito de coletividade (tão presente nos funcionários e aposentados do Banco do Brasil) que ajudou a construir e fortalecer as entidades ligadas ao funcionalismo do BB.
Os gerentes da CASSI em todas as regiões estão orientados a buscar o diálogo com os agentes e oferecer as informações para que essas pessoas atuem com eficiência. No entanto, não cabe à CASSI tomar qualquer medida que estabeleça o surgimento desse trabalho voluntário, já que não fazem parte da estrutura organizacional da Instituição. Se é bastante louvável que os agentes facilitadores já em funcionamento sejam exemplos de sucesso, são também dignas as atitudes dos funcionários e aposentados que pensam em se organizar, estendendo esse modelo de atuação para um número maior de municípios.
Ressaltamos ainda que o Banco do Brasil tem ajudado bastante a fortalecer o relacionamento com a rede credenciada. Basta citar que o BB criou uma série de vantagens em produtos e serviços para os prestadores pessoa física e jurídica credenciados à CASSI, como pagamento eletrônico de salários, antecipação das vendas com cartões, alavancagem das vendas com cartões, financiamento de investimentos, capital de giro, investimentos diversos e antecipação de fatura de fornecedores.
Item 5 – Dar preferência à locação de instalações das AABBs na implantação ou renovação de aluguel das CliniCASSI
A CASSI precisa conciliar sempre preço e qualidade (instalações apropriadas, atendimento às exigências da vigilância sanitária e da secretaria de saúde da região). A melhor relação entre essas duas variáveis é que baliza a escolha pelo local de instalação de suas CliniCASSI. Se, durante o processo de implantação de uma dessas dependências, alguma AABB no País se enquadrar nessa premissa, não haverá qualquer impedimento à opção pelo clube.
Em 2010, foram gastos nada menos que R$ 1.743 milhões em despesas médico-hospitalares e os associados exigem (como é de seu direito) serviços cada vez mais qualificados. Diante de tamanha tarefa, não podemos abdicar de uso racional, eficiente e sustentável dos recursos advindos das contribuições.
Item 6 – Incluir o câncer no programa de telemonitoramento de doenças crônicas
Nos critérios técnicos sobre classificação de enfermidades, câncer não é considerada doença crônica. O telemonitoramento faz parte do programa da CASSI de gerenciamento de pacientes com doenças crônicas, que obedece a padronização científica, amparada nas melhores práticas de saúde, em que não se enquadram os diversos tipos de câncer.
Para tratar as neoplasias, a CASSI dispõe de rede credenciada capacitada a atender esses tipos de enfermidade e uma ampla cobertura para realização de exames e fornecimento de medicamentos.
Item 7 – Instituir agressivo programa de prevenção contra doenças, tanto para os funcionários da ativa quanto para os aposentados e pensionistas
Reconheço que as 64 CliniCASSI presentes em todas as capitais do País e em algumas cidades do interior, onde existem pelo menos 1,2 mil participantes (sendo 800 do “Plano de Associados”), não conseguem alcançar a totalidade dos funcionários da ativa, aposentados e pensionistas.
Naquelas cidades a CASSI já oferece um programa de prevenção de doenças desde 2003, quando foi adotada a Estratégia Saúde da Família. Desde então, a prioridade tem sido qualificar a atenção em saúde e melhorar a qualidade de vida dos participantes. A Instituição deixou de focar seus esforços meramente em ações curativas, que visam apenas o tratamento das doenças. Essa mudança visa garantir maior efetividade na atenção prestada, por meio de alternativas que vão além da recuperação de agravos, contemplando medidas de promoção da saúde e de prevenção de doenças, visando a coordenação dos cuidados com a saúde dos participantes e de seus familiares.
A opção pela mudança de uma lógica eminentemente curativa para o Modelo de Atenção Integral à Saúde, com base na ESF, demonstra o entendimento da CASSI de que, com organização de ações voltadas para a coordenação do cuidado, os participantes e seus familiares têm melhores condições de viver com mais saúde.
A opção pela mudança de uma lógica eminentemente curativa para o Modelo de Atenção Integral à Saúde, com base na ESF, demonstra o entendimento da CASSI de que, com organização de ações voltadas para a coordenação do cuidado, os participantes e seus familiares têm melhores condições de viver com mais saúde.
O grande desafio é estender o Modelo de Atenção Integral à Saúde, com base na ESF, ao maior número possível de assistidos. E o primeiro passo foi dado quando a CASSI criou um programa para aprimorar o atendimento, vinculando participantes a um mesmo médico de referência.
No programa “Mais CASSI”, um profissional da rede credenciada estará à disposição do beneficiário sempre que ele necessitar de algum cuidado em saúde. Esse médico conhecerá o histórico do paciente, terá mais facilidade para fazer diagnósticos e ainda deixará sua agenda aberta, na internet, para que o próprio participante escolha um horário e marque a consulta.
Para garantir que o “Mais CASSI” esteja funcionando perfeitamente quando for expandido para todo o País, a CASSI iniciou a implantação pelas cidades de Londrina(PR), Maceió(AL), Jundiaí(SP) e entorno do Distrito Federal.
Item 8 – Participar de parcerias com outros planos de saúde em empreendimentos hospitalares
Estão sendo concluídos os estudos para avaliar a viabilidade de a CASSI ter participação societária em hospitais. Esse tema consta no Editorial do jornal CASSI, edição março/abril, que foi enviado à residência dos participantes e que também pode ser acessado no site WWW.cassi.com.br .
Convicto de haver prestado importantes esclarecimentos sobre estratégias e compromissos da CASSI, sirvo-me da oportunidade para renovar votos de estima e respeito.
Atenciosamente,
Hayton Jurema da Rocha
Presidente CASSI
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